Representantes do setor cultural, integrantes do grupo criado para discutir o futuro da área diante da conjuntura econômica listam reivindicações
Eduardo Tristão Girão
O grupo formado no início do mês passado por representantes da cena cultural de Belo Horizonte para discutir o futuro do setor frente à crise econômica voltou a se reunir esta semana e anunciou ontem suas primeiras propostas para sobreviver à situação cuja gravidade classifica como “sem precedentes”. Entre as principais reivindicações estão a suspensão, por três meses, da contrapartida de 20% em recursos próprios, prevista na Lei Estadual de Incentivo à Cultura, além de abertura de novos editais das leis estadual e municipal, com resultados previstos para agosto e maio, respectivamente. Também pleiteiam mais recursos das estatais mineiras, criação de fundo emergencial estadual, incentivo das estatais federais com unidades produtivas no estado e abertura de linha de crédito própria.
“A realidade é igual para todos. Existe uma retração muito grande no mercado com a saída abrupta das empresas que fazem financiamento da produção cultural no Brasil. Isso é um fato extremamente grave, que retira o suporte necessário para continuidade do trabalho. Mesmo projetos que estão em andamento há alguns anos são agora ameaçados de não ser realizados. Isso está sendo replicado nacionalmente”, afirma Lúcio Oliveira, da produtora Art BHZ. Para ele, um dos problemas que afligem o setor é a escassez de fontes de pesquisa: “Quando a Embraer demite 4 mil pessoas, isso vira um fato, muito claro para todo mundo ver. Na cultura não é assim. São milhares e milhares de produtores, muitos deles autônomos”.
Representantes do setor cultural, integrantes do grupo criado para discutir o futuro da área diante…
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Escrito por Luiz Eduardo em 25.08.09
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